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Nenhum governo – nem mesmo o da China – pode parar o Bitcoin

19 de setembro de 2017 Escrito por Bitcoin, Reportagens, Tecnologia 0 comentarios em “Nenhum governo – nem mesmo o da China – pode parar o Bitcoin”
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Nas últimas semanas, o mercado de criptomoedas viveu um verdadeiro pânico, resultando em quedas seguidas na cotação do bitcoin e de altcoins em geral. Tudo isso graças a um velho conhecido: a China e suas tentativas de parar o Bitcoin.

O governo chinês decidiu atuar com mais rigor e controle no mercado. Primeiramente, anunciou o bloqueio de todas as operações de lançamento de novas moedas, as ICOs. Alegando a “falta de controle” do mercado e a proteção dos investidores, o lançamento de novas ICOs foi proibido no país, o que, de cara, derrubou o preço de moedas que oferecem plataformas de lançamento de tokens, como a ethereum e waves.

Em seguida, o ataque foi redirecionado para as exchanges de bitcoin chinesas. O órgão de segurança local anunciou que todas as exchanges sediadas no país teriam até o dia 30 de setembro para encerrar as suas atividades, com exceção da Huobi e da Okcoin, cujas licenças foram estendidas até o final de outubro. A primeira empresa a se pronunciar foi a BTCChina, que confirmou o encerramento das operações de venda.

Além disso, a fala de Jamie Dimon, executivo do banco JP Morgan, que afirmou que o bitcoin seria uma “fraude”, comparável à mania das tulipas do século XVII. O efeito foi imediato: a cotação do bitcoin – que tinha chegado a bater 5000 dólares no início do mês – rapidamente derreteu, chegando a encostar nos 3000 dólares. Foi a deixa para que os detratores do bitcoin surgissem com os argumentos de sempre: a moeda “morreu”, é melhor vender tudo ou ficar de fora enquanto é tempo, chegou a hora de parar o Bitcoin, e por aí vai.

Pois bem, alguns dias após esses eventos, vemos que o bitcoin realmente… reviveu! Assim como o Kuririn do desenho Dragon Ball Z, a moeda “morreu” e voltou a se recuperar. Hoje, a cotação já voltou a patamares próximos dos 4000 dólares, a crise chinesa já acabou e as negociações do ativo continuam normalmente. Lembrando que a mesma China chegou a proibir as negociações de bitcoin por alguns meses, em 2013. Mas teve que voltar atrás depois que o aumento das negociações em P2P tirou todo o controle do governo sobre a fiscalização desse dinheiro.

Esse episódio traz uma importante lição: nenhum governo, por mais rico e autoritário que seja, conseguirá proibir totalmente o uso da moeda. O bitcoin é imparável.

O mercado de exchanges

Regulamentar um mercado de crescente inovação como o mercado de criptomoedas quase sempre irá resultar em dois fatores: altos custos e queda de inovação. Nova York é um grande exemplo disso.

Até 2015, a cidade era um verdadeiro polo de inovação em criptomoedas e blockchain. Várias empresas surgiam lá, a concorrência estava forte e ativa e eventos e conferências eram realizados na cidade. Até que entrou em cena Benjamin Lawsky e sua famigerada BitLicense, a qual implantou uma pesada e onerosa regulamentação para as empresas sediadas na cidade. Em consequência, várias delas saíram de cena (se mudando ou fechando as portas) e o mercado local praticamente acabou.

Caminhos opostos foram seguidos por países como Austrália e Japão. O primeiro deles chegou a fazer uma bitributação nas transações com bitcoin, o que levou pessoas a passarem a usar o mercado P2P (onde se negocia diretamente com outras pessoas, sem a necessidade de uma corretora) ou para exchanges de outros países. Em consequência disso, o governo perdeu o controle sobre as negociações com a moeda – que, ironicamente, era o oposto do que eles pretendiam com a regulação. Isso levou a uma nova regulamentação, que agora prevê a ausência de taxação.

O Japão, por sua vez, acabou fazendo a lei considerada a mais amigável para as empresas e o mercado de criptomoedas. Isso, por consequência, transformou o país em um porto seguro para quem desejava se proteger contra as intervenções chinesas, fazendo o país se tornar um dos maiores mercados do mundo.

Não é possível parar o Bitcoin por causa de sua natureza livre

Exchanges podem ser reguladas. Podem ser taxadas, monitoradas, e até mesmo proibidas. Governos exercem um enorme poder sobre essas empresas – e o episódio da China deixou isso bem claro. Porém, quando a análise parte para a moeda em si, podemos afirmar que a lei estatal é totalmente ineficiente em parar o bitcoin. De fato, quase inútil.

O bitcoin foi criado para fugir de qualquer controle estatal. A natureza da moeda, o fato de ser negociada em uma rede onde não há nenhuma identificação direta dos usuários, e também não ser controlada ou ditada por nenhum governo, são fatores que tornam qualquer lei que controle o sistema em uma simples peça de ficção. Não existe um meio de derrubar a rede Bitcoin (a não ser derrubando toda a internet, incluindo redes governamentais), não existe forma de confiscar fundos que estejam em carteiras privadas, tampouco há como fazer políticas monetárias com a moeda (como “programas de estímulo” e outras políticas inflacionárias).

E esse era o principal objetivo de Satoshi Nakamoto ao apresentar seu White Paper e posteriormente criar a moeda: torná-la livre de qualquer alcance de governos. Ele viu a crise de 2008 e sabia muito bem o enorme poder que advém do controle da produção do dinheiro – e que esse poder sempre será usado por poderosos contra o povo. E eis o mote de criação do bitcoin: transferir esse poder para os verdadeiros detentores da moeda.

Além disso, a utilidade do bitcoin vai muito além da moeda. Pelo fato do blockchain ser uma segura e completa rede de registros de transações, ela agrega um enorme valor para pessoas que desejam registrar bens, propriedades ou qualquer outra coisa. E enquanto esses benefícios forem reais e agregarem valor para quem usa, a rede seguirá tendo transações – e o bitcoin seguirá tendo valor.

Conclusão

Governos podem continuar a sua jornada para parar o bitcoin e outras criptomoedas. No entanto, os resultados sempre serão contrários aos pretendidos, por melhores que sejam as intenções dos governantes. Trata-se da fuga, para outros países e regiões, de todo um ecossistema de investimentos, empreendedores, desenvolvedores, inovações e usuários.

Ao invés de seguirem o caminho chinês, os próprios governos podem ter maiores ganhos se seguirem o exemplo do Japão, permitindo o livre mercado e abraçando a tecnologia ao invés de repeli-la. Afinal, os benefícios do bitcoin não apenas vão muito além da moeda em si, como também as poucas experiências de regulamentação tem se mostrado desastrosas.

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